40 anos depois

By brombergcine

estatueta.jpgStrauss, Danúbio Azul, Assim falou Zarathustra, poucos efeitos especiais e muito mistério. No final muitas perguntas são feitas.

Divisor de águas, antes e depois de 2001. O gênero nunca mais foi o mesmo. A vontade e a obcessão de fazer o melhor filme de ficção científica já perturbava o diretor durante as filmagens de seu filme anterior, Dr. Fantástico. Ele já tinha a experiência em filmar com/em tela panorâmica com Espartacus.

A magia de explorar a tela retangular, em panavision 70 cinerama, som estereofônico, sem perder o esplendor, perturbava SK que não hesitou em convidar Arthur Clarke para o roteiro que a princípio seria intitulado “Universo” ou “Poeira de Estrelas”.

Divisor de águas no gênero, a ficção científica, no cinema, nunca mais foi a mesma depois de 2001. Além do público, todos foram beneficiados com o filme pelos autores Arthur Clake e Stanley Kubrick. Os efeitos especiais de Douglas Turball, as músicas de Richard Strauss e Aran Khachaturian, dos símios até Kier Dullea. Podemos afirmar que o gênero foi sub-dividido com a participação de diretores talentosos e medianos. Douglas Turball, Ridley Scott, Robert Wise, Norman Jewison, Richard Fleischer, culminando com George Lucas.

É interessante a leitura do livro ” Mundos Perdidos de 2001″. Em alguns capítulos consta a estória ” O Observador da Lua” que inspirou o conto ” A Sentinela” de Arthur Clarke que Kubrick negociou os direitos autorais e se inspirou para fiilmar “A Alvorada de Um Homem”. Nunca o cinema tinha abordado, com perfeição e seriedade a rotina diária dos primatas símios que são observados por uma civilização superior. O leque de opções fica aberto para o espectador complementar a sua maneira. O monólito seria uma espécie de embaixador ou entidade superior? O artifício de utilizar música clássica na trilha sonora pode servir de referência para alguns filmes : Fuga de Bach , ” 20.000 Léguas Submarinas “, Pastoral nº 6, ” Fantasia” de Walt Disney, Sinfonia nº 7 , “Zardoz”, Sinfonia nº 9, “Laranja Mecânica” e Adágio de Albinoni no fiilme “Rollerball” de Norman Jewison.

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