Arthur C. Clarke
1917- 2008
inglês / escritor
A reputação de Arthur Charles Clarke como o mais famoso escritor de ficção científica do nosso planeta se deve muito a duas imagens permanentes: o gigantesco monólito preto flutuando ao redor de Jupiter e um luminoso embrião humano tão grande quanto a Terra. Juntamente com o diretor Stanley Kubrick, Clarke passou de 1964 a 1968 desenvolvendo a visão definitiva do cinema sobre o espaço sideral: 2001 Uma Odisséia No Espaço, a partir do seu conto escrito em 1951 e “A Sentinela da Eternidade”. Como mestre de uma ficção cientificamente rigorosa parece-nos estranho que Clarke tenha se tornado famoso apenas pelo sereno e enigmático monólito de Kubrick; mas como Clarke mesmo observou “toda tecnologia avançada assemelha-se à magia”. Começou a sua carreira como cientista amador durante a década de 30. Sua primeira ficção publicada profissionalmente surgiu em 1946, e outros romances como “The City and The Stars” (1956), mostravam um amadurecimento do seu estilo. A preocupação com a evolução sadia da espécie humana a benevolência em relação ao universo caminham lado a lado com o otimismo tecnológico com a melancolia das profundesas do cosmos. Seus trabalhos recentes, no entanto deixaram de conter o lirismo.